O filme 50 tons de cinza deixou parte do universo BDSM popular mundialmente. No Brasil, o movimento chegou nos anos 90 com influências do grupo Leather, mas de forma discreta.

Desde o sucesso dos livros e filmes, vendas, chicotes, algemas e técnicas de dominação ficaram populares, mas eles sempre estiveram ali e as fantasias também.

BDSM

Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo. O BDSM traz nas suas siglas uma série de grupos separados por preferências.

Os encontros acontecem nas chamadas cenas ou sessões, são reguladas com contratos e por obrigação deve haver consentimento, mente sã e segurança.

Tem pessoas que gostam de bondage com restrição de movimentos (ser amarrado), há quem goste de ser castigado, de dominar ou ser submisso. Cada um com seu papel.

Existe também o sadismo e o masoquismo que é um grupo dentro do BDSM. Humilhação, dor e dominação fazem parte, mas com respeito e permissão mútua do que pode ser feito.

Polêmica

No filme 50 tons de cinza vemos a personagem principal ser submissa perante a dominação do homem com toques de crueldade e sem contrato algum. No BDSM, o filme causa controvérsias dentro do universo, pois não retratou bem a forma como realmente acontece.

O que muita gente não sabe é que o BDSM não está ligado necessariamente a sexo. Existem contratos em que contatos íntimos podem ficar de fora. Tudo deve ser regulamentado após uma conversa com respeito e consenso.

Faz parte de um lifestyle (modo de vida) paralelo ou não a vida cotidiana e normal. Muitos casais acabam adeptos ao BDSM e continuam monogãmicos, por exemplo. Além disso, o poder de submissão e dominação podem ser aplicados na vida normal também (baunilha).

É um modo de vida em que as fantasias podem ser exploradas ao seu máximo sem pudor ou julgamentos. É um universo complexo com muitos grupos e subgrupos que vão além das práticas de domínio, submissão e bondage.

Existe hierarquia e os papeis não são fixos. Por exemplo, uma pessoa pode ser submissa em uma cena, mas em outra sessão ser dominadora (switch).

Para todos

Pode haver exclusividade ou não, além de existirem contratos de relacionamentos longos e fixos também. Além disso, não está ligado exclusivamente ao LBGTQ com participantes de diferentes preferências sexuais e gêneros.

Muitos elementos do universo acabam fazendo parte do sexo de pessoas sem ter ligação com o movimento. Amarrar, morder, dar tapinhas, usar vendas e cordas no sexo, usar couro, fantasias, inverter papeis, entre outros, são todas práticas existentes dentro do BDSM.