O mercado das lingeries e fantasia sensual plus size estão em alta no momento com crescimentos exponenciais. Porém, não faz muito tempo que as mulheres que vestiam 44 para cima tinham praticamente nenhuma opção na hora de comprar lingerie sensual.

Muita demanda, pouca oferta

As opções sem variedade das lojas de grande departamento, shoppings, de catálogos e pequenos comércios deixaram um público carente. Os modelos de calcinhas e sutiens limitavam-se a poucos modelos e cores.

Além disso, por muito tempo esse tipo de lingerie era automaticamente associado a modelos sem shape para um único biotipos, sem detalhes, de tamanhos muito grandes e com cores básicas. Pensar em achar fantasias era impossível também.

Em contraponto, esse público ficou tanto tempo nessas condições que se tornou ávido e exigente. Segundo a Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), o crescimento é de 6% anuais e lucro de R$ 5 bilhões.

Consumidores potenciais

Afinal, a realidade é que 52,5% da população está acima do peso considerado ideal, segundo o Ministério da Saúde. Ainda segundo dados IBGE 2017, 60% da população está acima do peso e 17,9% são obesos.

Além disso, apenas 18% das lojas oferecem opções em tamanhos grandes e apenas 3,5% são especializadas em moda plus size.

Perfil do consumidor

O Sebrae divulgou em 2016 uma pesquisa de mercado em que entrevistou 431 potenciais consumidoras de peças plus size, de 25 estados, com faixa etária entre 18 a 60 anos. Confira os resultados.

Mulheres

99,1% eram do sexo feminino, 70% tinham entre 25 a 40 anos de idade e estavam no auge de sua atividade econômica.

Escolaridade alta

51% possuía ensino superior completo ou pós-graduação e 70% recebia até cinco salários mínimo.

31,7% trabalhava em empresa privada, 19,5% era empresária, 14,4% donas de casa e 12,8% representaram as funcionárias públicos.

Perfil corporal

A pesquisa foi além e mostrou o perfil corporal. A média de altura ficou em 1,65 cm, mas com 29,2% medindo até 1,70 cm e 15% com até 1,79 cm.

Peso

As mulheres da pesquisa pesam em média 100 kg, com 25,1% no grupo de até 115 kg e 16,5% com mais de 116 kg. Ainda assim, 34,6% pesava até 90 kg. As numerações mais comuns ficaram entre os tamanhos 44 a 50 e a média 49.

Tendências e compras

Além disso, descobriu-se que 83,1% não seguiam a moda ou tinham uma referência. Muito provavelmente pela falta de pluralidade da moda atual quanto ao mercado plus size. Apesar disso, 74,2% se considerou vaidosa.

Essas mulheres procuravam suas roupas em lojas de departamento (52,7%), em lojas de rua (50,1%), lojas online (39,4%), shoppings (27,1%), sacoleiras (10,9%), na feira (9,3%), no brechó (8,6%) e no bazar (6,7%).

Reclamações

91,7% afirmou que as vendedoras não estão preparadas para vender roupas plus size e por isso não podem ajudar nas escolhas.

Portanto, podemos observar que esse mercado está mais do que aquecido com público-alvo carente de opções, variedades, novidades e gente preparada para lidar com tamanhos maiores.

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