O filme O Demolidor de 1993 mostra um futuro distópico em que as pessoas não têm mais contato físico íntimo por conta de doenças causadas pela troca de fluídos corporais que vieram a assolar a humanidade.

Por isso, todo sexo é feito de forma virtual. Alguma leve semelhança com a realidade? Atualmente, em tempos de pandemia de coronavírus e as regras de distanciamento social, temos incertezas em relação como será o contato íntimo daqui para frente ou se ele voltará ao normal de antes.

Enquanto não sabemos como as coisas ficarão, muita gente tem apelado por sexo por telefone e virtual para aplacar a necessidade sexual. Hoje em dia, podemos mandar fotos, vídeos, fazer lives ou conversar em salas de bate papo privado com uma pessoa ou mais.

Sexo virtual

A facilidade do sexo virtual atiçou e a pandemia parece ter deixado um tesão acumulado. Por isso, as vendas de produtos de sex shop não caíram ainda e os sites com conteúdo adulto estão bombando.

Usando os meios de comunicação atuais e tecnologia, as pessoas podem se ver e ouvir através da câmera. Diferente do pornô clássico, existe uma participação mais ativa ou não.

A tendência atual envolve participar de orgias virtuais e festas sexuais online. Usando Zoom, Skype e FaceTime, as reuniões podem acontecer com até 300 pessoas.

No entanto, essas ferramentas não foram criadas com esse propósito e houve até uma ameaça de algumas gigantes de usar inteligência artificial para coibir festas envolvendo sexo explícito.

Enquanto isso não acontece, as festinhas rolam soltas. Nos Estados Unidos, o organizador do clube NSFW, Daniel Saynt, declarou a revista Dazed sua experiência com essas reuniões.

Segundo Saynt, eles estão fazendo cinco festas por semana. Os convidados são selecionados entre grupos e membros. Os ingressos são vendidos em outra plataforma e um URL com link da festa e com as instruções é disponibilizada por e-mail.

Eles atendem casais, pessoas solteiras e curiosos também. Um DJ fica responsável pelo som e não são todas as pessoas que aparecem na tela dividida em quatro enquadramentos por vez.

Isso permite que os tímidos apenas observem e fornece um pouco de privacidade. Além disso, filmar as cenas ou dar prints é proibido. No entanto, não existe nenhuma ferramenta atualmente que impeça alguém de fazer isso em casa.

Esse é um dos maiores empecilhos, mas foi contornado com a orientação de que as pessoas vistam máscaras para proteger suas identidades. Quem quiser ter uma conversa e sexo virtual mais reservado pode escolher ir para salas privadas também.

O organizador afirmou que a tendência será global em breve. Os participantes de suas festas já demonstram isso, são pessoas do México, Austrália, Inglaterra, Sri Lanka e até Tel Aviv.

As festas de sexo virtual aplacam a vontade de dançar, flertar e ver gente transando ao vivo. Além disso, oferece conexão e ajudam a passar o tempo livre em tempos de isolamento, já que muitos já reclamam do tédio. Será esse o futuro do sexo casual e das orgias no futuro?